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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

- CONSUMIDOR – esse LOUCO EMOCIONAL

Porque as velhas técnicas de levar pessoas a consumir o que não precisam, de forma irracional e repetidamente ainda funcionam? Garoto(a)s propaganda, Opinion Leaders, Mascotes Patrocínios e Licensing, entre outras...
 
[AQUI]
 
 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

- O desenvolvimento do empreendedorismo social como estratégia europeia

13/02/14, in OJE
Por Tiago Ferreira, Ativador da Rede IES Norte, Área de Acompanhamento do IES.



É reconhecido que o modelo económico-social da Europa precisa de se reinventar. Precisa de alcançar crescimento, não o do passado, alicerçado no sistema financeiro, mas sim o crescimento baseado na equidade, na proteção do ambiente e no desenvolvimento das suas comunidades.

Reunidos em Estrasburgo, em 16 e 17 de janeiro, mais de dois mil empreendedores sociais, representantes de estruturas de apoio como governos centrais e municípios, de
fundações e de empresas de toda a Europa, afirmaram o Empreendedorismo e a Economia Social como um setor que deverá desempenhar um papel maior no futuro europeu.

Os empreendedores sociais, como criadores de soluções inovadoras para os problemas sociais, são parte essencial desta agenda da criação do futuro europeu, e a Europa precisa de mais empreendedores sociais.

O evento de Estrasburgo foi importante enquanto espaço de debate (oportunamente denominado "Have your say!"), networking e co-construção de propostas para o desenvolvimento do setor, num modelo de participação inovador e pioneiro na União Europeia, de onde saiu a assinatura da Declaração de Estrasburgo. Nesta declaração, encontramos um quadro de intenções que pretende assegurar o compromisso dos vários agentes com a aposta continuada no desenvolvimento do setor. Temas como o investimento social, a medição de impacto e o crescimento das iniciativas empreendedoras estiveram na agenda principal de interesse e são desafios para os próximos anos.

Portugal fez-se representar por mais de duas dezenas de participantes, que contribuíram entusiasticamente com o seu conhecimento e experiência: para além do IES, empreendedores sociais de projetos como ColorADD, Presley Ridge Portugal e SEA (Agência de Empreendedores Sociais) marcaram presença no evento, mostrando a qualidade e diversidade do ecossistema português. Podemos afirmar que, como país, estamos acima da média da união europeia, em termos de desenvolvimento do setor do Empreendedorismo. Esta é uma bela vantagem competitiva que devemos saber aproveitar.

Trata-se de uma nova economia, uma economia convergente, uma economia do "fazer com" e menos do "fazer para", uma economia em que os seus participantes se interessam com o propósito da ação e não apenas com o benefício próprio. Nesta economia, o autismo não é apenas uma disfunção do desenvolvimento, mas sim uma força competitiva empresarial (como defende o projeto Specialisterne); o daltonismo não impede uma criança de colorir corretamente ou um adulto de ser autónomo na escolha de uma combinação de roupa (como revela o projeto Coloradd); e os mais velhos são mais felizes e autónomos durante mais tempo. Esta economia é uma economia melhor, é uma economia que envolve e serve a todos, e não serve apenas à criação de riqueza para alguns.

Estrasburgo 2014 é um passo firme num caminho longo, mas não utópico. O País Basco, aqui bem perto, na vizinha Espanha, é um caso de estudo real do elevado potencial de uma aposta estratégica neste setor. Nos anos 80, esta região, partindo de elevados níveis de desemprego e PIB per capita baixo, combinou uma estratégia de reindustrialização e desenvolvimento sustentável, apostando no envolvimento da população co-construtora do seu próprio desenvolvimento, no cruzamento entre os setores público, privado e social, e na inovação e sociedade do conhecimento.
Em três décadas esta região passou a ter um dos maiores PIB per capita da Europa, equiparável a países como a Holanda ou a Áustria, sendo mesmo superior
a Espanha. Tem hoje uma taxa de desemprego em linha com a UE, que é menos 10% de que Espanha no seu todo, e é a segunda região do mundo no Índice de Desenvolvimento Humano, segundo as Nações Unidas.

O primeiro passo para a construção de um futuro, como diz o Nobel da Paz e empreendedor social Mohammad Yunus, é visualizarmos que futuro pretendemos construir. A visão europeia é promissora: uma Europa mais sustentável, responsável e inclusiva, possível através do desenvolvimento do empreendedorismo social.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

- “A capacidade de inovação das PME está nas pessoas e não nos serviços, produtos ou processos”

Nuno Cochicho, district manager Norte Randstad, não tem dúvidas: uma empresa, independentemente da sua dimensão, sem departamento de Recursos Humanos, é o mesmo que um navio sem salva-vidas.


Como analisa a importância dos recursos humanos na capacidade de inovação das pequena e médias empresas?
Em Portugal, as Pequenas e Médias Empresas (PME) representam 99,9% do tecido empresarial nacional, sendo responsáveis por 82% do emprego e por 67,8% da produção nacional. Em números absolutos, existem cerca de 848 000 PME em Portugal, responsáveis pelo emprego de cerca de 2 676 000 pessoas e por cerca de 47 000 milhões de euros da produção nacional (dados Eurostat).

Os Recursos Humanos (RH) são fundamentais para que as empresas possam crescer de forma sustentada, dado que, a partir da estratégia definida pela administração, o departamento de RH deve motivar e dar condições para que os colaboradores possam procurar os resultados ambicionados. Assume especial importância as administrações das empresas terem, nos RH, um aliado que dará o suporte necessário no crescimento da empresa. Aquilo a que assistimos frequentemente nas PME é um negligenciar da importância dos RH enquanto ator atuante e organizado para mediar as relações, compartilhar informações, criar padrões de trabalho e acompanhar a sua evolução. Um erro comum verifica-se quando se tenta implementar nas PME modelos formatados que tiveram sucesso em grandes organizações. Para que os RH possam ser uma mais-valia para uma PME, é fundamental que variáveis como a cultura, o setor de atividade, entre outros, sejam tidas em conta, pois os RH têm que fazer parte do ADN da empresa e não algo que é adaptado de uma realidade distinta.

Em que medida os RH contribuem para aumentar a capacidade de inovação das PME?
Numa PME, a proximidade das pessoas pode ser um fator diferenciador e até competitivo, pois uma equipa próxima tende a ficar mais forte e comprometida. Quando se tem uma equipa menor, os RH conseguem desenhar planos de carreira e desafios tendo em conta o perfil e aptidão de cada colaborador, sempre alinhado às metas das empresas e acompanhar de perto o desenvolvimento do mesmo.

Assume especial importância que as PME não se aproveitem da sua dimensão ou segmento de atuação para oferecer aos seus colaboradores salários baixos, pois, independentemente do tamanho de uma organização, a mesma deve ambicionar ter os melhores profissionais.

Infelizmente, grande parte das PME em Portugal não dispõem de um departamento RH, pelo que é fundamental sensibilizar para a importância dos RH no crescimento e desenvolvimento das organizações.

A gestão de pessoas no cenário que nós encontramos é fundamental para a sustentabilidade de qualquer negócio, pois a implementação dos processos de RH terão impacto direto na produtividade, satisfação e motivação dos colaboradores. Tendo em conta que este processo demora a ser implementado, é importante que os líderes das PME tenham em conta que, independentemente da sua dimensão, não ter um departamento de RH é o mesmo que um navio não ter salva-vidas, até porque a capacidade de inovação das PME está nas pessoas, e não nos serviços, produtos ou processos.
in, 29/11/13 OJE

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

- Conferência | Crescer & Competir 2020

A conferência Crescer & Competir 2020, que decorreu no passado dia 6 de dezembro, concretiza o evento anual do Programa Operacional Factores de Competitividade – COMPETE.
O COMPETE é o programa dirigido ao apoio direto e indireto às empresas na melhoria da inovação, internacionalização e competitividade.
A Sessão foi marcada por 2 momentos relevantes:
  1. A aplicação do dinheiro dos fundos estruturais e as conclusões da avaliação intercalar do programa realizada pelo consórcio Augusto Mateus e Associados e Price Coopers Portugal.
  2. Foram ainda dinamizados painéis de debate sobre a política publica e a económica no âmbito dos fundos estruturais 2014/2020 onde estiveram representantes de empresas, centros de saber e mercado financeiro.


 
A abertura coube ao Ministro da Economia, António Pires de Lima. Da intervenção que protagonizou assumiu que o investimento empresarial é uma das prioridades do governo e que o COMPETE tem um desempenho positivo enquanto instrumento de promoção dos fatores de competitividade da economia portuguesa, constituindo como um instrumento de apoio crucial às empresas.
Seguindo o programa deixamos algumas notas das intervenções que se seguiram:
O Papel dos Fundos Estruturais na promoção da competitividade | A caminho da Europa 2020 |Virgílio Martins DG Régio

O representante da DG Régio, Virgílio Martins, reforçou e relembrou que a política de coesão é o mais importante instrumento que está ao dispor da União Europeia para promover a modernização da economia. Deixando a nota que no novo quadro económico os recursos serão orientados estrategicamente para um crescimento inteligente, sustentável e inclusivo.
Os investimentos ao abrigo do FEDER concentrar-se-ão em 4 grandes prioridades
  • Reforço a Investigação, o Desenvolvimentos Tecnológico e a Inovação;
  • Acesso às tecnologias de Informação e comunicação fomentado a sua utilização e a sua qualidade;
  • Reforço na competitividade das PME’s, que constituem a espinha dorsal da EU e são motores essenciais de crescimento, criação de emprego e coesão;
  • Fomento de uma economia de baixo carbono em todos os sectores.
 
A experiência do COMPETE | Incrementar os factores de Competitividade | Franquelim Alves |Gestor do COMPETE
Franquelim Alves, Gestor do COMPETE, refere o ano de 2013 como um ano de objetivos atingidos.
Fazendo um balanço das informações mais marcantes do que foi o ano de 2013:
  • Aprovados 6.347 projetos
  • Investimento elegível aprovado no valor de 8,1 mil milhões €
  • Incentivo aprovado no valor de 3,9 mil milhões €
  • Criação líquida de mais de 19.000 empregos
  • Cerca de 5.000 empresas apoiadas
  • Cerca de 3.900 empresas apoiadas através de instrumentos de engenharia financeira
Salientando a alteração ao nível dos concursos que funcionaram em contínuo e que proporcionou um aumento significativo no número e na qualidade das candidaturas recebidas.
Terminou a sua intervenção naquelas que devem ser as linhas condutoras em 2014-2020:
  • Desmaterialização e automação de procedimentos
  • Foco no acompanhamento e execução
  • Reforço da componente de incentivo reembolsável e prémio de capitalização
  • Racionalidade da utilização dos recursos
  • “Up grade” dos mecanismos de execução e controlo da engenharia financeira
  • Maior integração de incentivos e gestão coordenada da “carteira” de projetos.
 
Os instrumentos públicos de apoio à Competitividade | Apresentação das Linhas Principais da Avaliação Intercalar do COMPETE | Augusto Mateus | Responsável pela Equipa de Avaliação AMA & PWC
O Prof. Augusto Mateus como responsável pela Avaliação Intercalar do COMPETE, começou a sua intervenção destacando que a experiência pode e deve servir de ensinamento e que estamos a tempo de preparar a nova programação 2014-2020 com qualidade.
Salientou que o COMPETE contribuiu, inequivocamente, para o reforço da orientação exportadora da economia portuguesa.
E em relação às conclusões da avaliação salientamos alguns pontos-chave:
  1. desempenho positivo com uma maturação longa dos seus efeitos
  2. as empresas apoiadas pelo COMPETE são melhores que o universo empresarial português comparável e prosseguem motivações e estratégias focalizadas nos principais desafios competitivos
  3. os resultados potenciais globais os projetos apoiados comportam uma dimensão de forte impacto nas empresas apoiadas dos projetos apoiados, sendo bastante expressivos e positivos, comportam desequilíbrios qualitativos que importa aprofundar e corrigir
Ficaram ainda algumas sugestões das quais destacamos a aposta na comunicação e divulgação dos apoios disponíveis por forma a induzir a sua procura e a sua utilização. Em suma uma comunicação centrada nos resultados que se pretendem obter.
Depois de uma apresentação detalhada do relatório e dos comportamentos a adotar de futuro ficou a conclusão em jeito de desafio: Sermos ousados, porque temos gente, meios, território, capacidades e uma rede pública de competências que nos permite ser muito ousados em relação à utilização dos fundos estruturais. Rigor e exigência são as palavras-chave para uma utilização de fundos que fomentem uma mudança estrutural.
Foi desta forma que terminou a 1ª parte da manhã. Os painéis que se seguiram versaram a temática do próximo quadro de programação 2014/2020.
Numa lógica de debate e troca de opiniões decorreram 2 painéis com temas distintos. O 1º painel dedicado ao I&Dt e à internacionalização na vertente do crescimento competitivo e um 2º painel sobre financiamento e o papel dos instrumentos financeiros no período 2014/2020:
PAINEL I – Crescer e Competir | Inovação, I&D e Internacionalização 2014|2020
Keynote Speaker: Francisco Veloso | Director da Faculdade de Economia da Universidade Católica
Oradores:
António Saraiva | Presidente da CIP (Confederação Empresarial de Portugal)
José Carlos Caldeira |Director do INESC Porto
Bruno Carvalho | CEO da Active Space Technologies
Moderador: Sónia Lourenço | Expresso
 
 
PAINEL II –Financiar a Economia | O papel dos Instrumentos Financeiros 2014|2020
Keynote Speaker : Franquelim Alves
Oradores:
Rui Semedo |Presidente Banco Popular Portugal
Joaquim Sérvulo Rodrigues | CEO da Espirito Santo Ventures
Virgílio Martins |DG Régio
Moderador: Sónia Lourenço | Expresso
 
 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

- Criar Modelos de Negocio

Livro «Criar Modelos de Negócio», de Alexander Osterwalder e Yves Pigneur, edição em Português, publicado em 2011; uma referencia para quem empreende ou quer ver a empreender.
 
http://books.google.pt/books?id=XnWSuSZMpYYC&lpg=PP1&dq=criar%20modelos%20de%20neg%C3%B3cios&hl=pt-PT&pg=PP1#v=onepage&q&f=false

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

- A Governação Metropolitana na Europa


promoção por mail de José Carlos Mota jcmota@ua.pt

«A cidade é palco, cenário e actor de grande parte dos nossos atuais dilemas e possibilidades. A maioria das cidades é hoje meta ou mesmo hipercidades, estendidas as suas influências por vastos territórios relacionais e pelas mais variadas escalas de quotidianos, de sofrimentos e de expressões cívicas. É o que nos diz o professor João Seixas no seu novo livro “A Cidade na encruzilhada: repensar a cidade e sua política” no qual nos propõe uma ampla reflexão em torno da cidade contemporânea e das suas formas de governança e de cidadania, defendendo princípios sólidos como o direito à cidade, ao habitat, ao empreendedorismo local e à participação»
João Seixas é geógrafo e economista. Trabalha há cerca de vinte anos em torno das cidades, das suas energias e paradoxos. Investigador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, professor convidado em Barcelona e no Rio de Janeiro, com várias publicações nacionais e internacionais. Doutorado em Geografia Urbana na Universidade Autónoma de Barcelona e mestre em Urban and Regional Planning na London School of Economics and Political Science. Foi comissário da Carta Estratégica de Lisboa. Tem sido coordenador de diversos projetos de desenvolvimento e de regeneração urbana. É cronista do jornal Público e associado da Livraria Ler Devagar. Seixas coordena ainda a cooperação internacional sobre estudos de governança metropolitana Portugal-Brasil com o INCT Observatório das Metrópoles. Em agosto de 2012 o instituto brasileiro em cooperação com o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa lançou o relatório “A Governança Metropolitana da Europa”, propondo uma tipologia da evolução política metropolitana das grandes cidades europeias, bem como uma reflexão conjunta dos seus projetos sociopolíticos metropolitanos. 

OBSERVATÓRIO DAS METRÓPOLES: Território, coesão social e governança democrática. AQUI

CONVITE
O Departamento de Ciência Sociais, Políticas e do Território da Universidade de Aveiro, a Associação Portuguesa de Planeadores do Território e o Núcleo de Estudantes de Administração Pública da UA vêm por este meio convidar-vos para o lançamento do livro 'A cidade na encruzilhada - repensar a cidade e a sua política' da autoria do investigador João Seixas do Instituto de Ciências Sociais da UL.
A apresentação irá ocorrer na próxima quarta-feira, 13 de Novembro, entre as 15 e as 17 h, no Auditório da Livraria da UA. A confirmação de presença deverá ser feita através de: aveirocidadeuniversidade@gmail.com.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

- Cluster do Sal de Aveiro

Uma reflexão sobre o potencial do 'Sal de Aveiro' produzida por Jorge M. Pinho Silva e Ricardo Videira da Associação Comercial de Aveiro e por José Carlos Mota do Departamento de Ciências Sociais, Políticas e do Território da Universidade de Aveiro e apresentada hoje no Workshop do Projecto internacional AQUA-ADD (http://www.aqua-add.eu/).
 
 

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

- The Global Competitiveness Report 2013-2014

.... "Portugal continues to fall in the rankings, coming in at 51st place, two places down since last year."

"...Spain at 35th, Italy at 49th, Portugal at 51st, and Greece at 91st"




quarta-feira, 1 de maio de 2013

- BANCO DE INOVAÇÃO SOCIAL QUER REINTEGRAR DESEMPREGADOS NO MERCADO DE TRABALHO

Ora cá está, no dia 1 de maio de 2013, dia do trabalhador, uma medida altamente positiva! Por um lado,  dá uma machadada nos centro de emprego (que mais não são do que locais onde se registam pessoas que perderam o emprego), e por outro uma intenção em integrar pessoas validas no mercado, de onde nunca devia ter saido..., sim, já aqui defendi isso: quanto custa ao pais deixar que um trabalhador saia do mercado de trabalho e quanto custo a integra-lo, se é que isso volta um dia a acontecer.

Pedro Mota Soares, em discurso na 1.ª pessoa AQUI

quinta-feira, 18 de abril de 2013

- As hortas de cidade


DESCRIÇÃO Excerto do programa "As Cidades Visíveis", com Guta Moura Guedes. 

Conversa sobre as pequenas hortas de cidade e os espaços verdes.

Convidados: Arquitectos Pedro Gadanho e João Gomes da Silva 

Data de emissão: 07/06/2010


AS CIDADES VISIVEIS in, http://videos.sapo.pt/amVSlSf8Mji6O4etEGj1

- Políticas Urbanas na Estratégia da Cidade


Políticas de desenvolvimento urbano
Na última década muitas cidades alicerçaram-se nos programas de intervenção nacionais e comunitários. Os comportamentos das cidades perante os programas de intervenção, a análise de alguns dos seus processos internos e a capacidade de organização dos actores locais revelaram-se de extrema importância para delinear ou alcançar a estratégia de desenvolvimento adoptada ou a adoptar pela cidade.
Parte-se do princípio que os programas de intervenção possam ser um pretexto para a reorganização dos actores locais e que os projectos de transformação possam representar, para a cidade, elementos de política urbana que constituem indicações estratégicas para o desenvolvimento local. Pressupõe-se que os factores de estimulo global possam activar no sistema local os processos de transformação dos recursos endógenos de potenciais a reais, gerando respostas locais, ou seja, o objectivo maior é o de explorar o conjunto de potencialidades oferecidas em cada território, reforçando o ideal de sustentabilidade dos processos de desenvolvimento. Neste sentido, a cidade passa a ser entendida como um sistema local em posição de se auto organizar para responder aos estímulos globais de forma a realizar os próprios objectivos.
Planeamento das cidades
Destaca-se pois, o conceito de desenvolvimento endógeno, que pode ser interpretado como a capacidade de mobilizar e gerir os recursos e as potencialidades existentes num dado território. De acordo com esta noção, deve-se ter em atenção quer o relevante papel que devem assumir, neste processo, os agentes locais e regionais; quer a necessidade de se reduzir os elementos geradores de dependência, provenientes dos diversos factores económicos exteriores à região. Assim, a cidade, enquanto inserida num conjunto de cidades e de uma rede de relações horizontais, apresenta cada vez maior capacidade para retomar o seu papel de direcção e de governo dos processos territoriais e económicos.
Surge o conceito de política de rede de cidades, que visa a criação de uma associação de cidades com o objectivo de definir estratégias de crescimento para realizações coordenadas em domínios que, pelo menos em parte, são objecto da incidência da administração pública. Ou seja, a cidade enquanto nó é estimulada a se posicionar e a encontrar o seu objectivo específico na rede urbana, de modo a retirar todas as vantagens competitivas nas relações de troca com o resto da rede. Pelo que, as cidades devem passar de âmbitos nos quais se geram e circulam bens, capital e informação a actuar também como agentes de atracção e retenção dos mesmos.

Nesta perspectiva, a cidade passa a ter capacidade para gerir tanto a própria vocação, como os recursos e as condições ambientais. O objectivo passa a ser criar sinergias e complementaridades entre cidades, ou seja, potenciar as redes de cidades; e uma política adequada que permita, através da articulação entre centros urbanos, o alcance de níveis e limiares óptimos, de forma a que estas constituam verdadeiras redes alternativas. Pelo que, a especialização das cidades e o seu funcionamento em rede de complementaridades tem de constituir uma estratégia forte das políticas públicas. Neste sentido, e em proveito do desenvolvimento de funções mais adequadas e vantajosas, tornou-se necessária a restruturação dos centros, da área urbana e da própria rede. Os sistemas territoriais locais são, agora, entendidos como nós de uma rede global hiper-conectada, porque cada nível territorial, cada escala, pode ser unido directamente a outro.
Distribuição urbana
Neste contexto, as redes passaram a ser interpretadas como um importante modelo de desenvolvimento, que permite relacionar diversas entidades na resolução de problemas que lhes são comuns. Importa, por isso, sublinhar a existência da rede local/regional e da rede supra-local, que se referem a duas distintas configurações urbanas policêntricas. Por um lado as redes constituídas por centros urbanos Inter-conectados a nível regional; e por outro, as redes de nível supra-local que se inserem, essencialmente, no sistema urbano europeu, caracterizado pelo seu grande dinamismo de desenvolvimento.
Assim, as redes urbanas apresentam um papel estratégico no desenvolvimento espacial da União Europeia. Mais concretamente, estas permitem que o sistema actue através de um melhor desempenho global e, simultaneamente, contribuem para o favorecimento de um maior equilíbrio territorial da Comunidade.
As redes urbanas representam o papel estratégico das cidades, como ímans de redes globais e como conectores de entidades locais. Não se pode, por isso, esquecer que o nível supra-local e as cadeias cada vez mais globais contribuem crescentemente para o desenvolvimento das cidades. Torna-se, neste sentido, imprescindível que as cidades sejam capacitadas a encarar os seus recursos endógenos e as suas especiticidades locais como factores-chave e estratégicos no desenvolvimento das redes globais.

A cidade, enquanto nó da rede, tem de ter capacidade para criar a rede local, através do envolvimento da diversidade de agentes, de modo a que lhe seja permitido funcionar como vínculo vertical entre as várias redes globais que cruzam a cidade. Ou seja, a cidade pode simultaneamente pertencer a diferentes níveis de redes, de modo a estabelecer as relações e inter-conexões necessárias entre as redes locais e globais, por forma a explorar todas as vantagens possíveis. Nesta perspectiva a diversidade de escalas de redes e o policentrismo apresentam-se como benéficos para o desenvolvimento dos processos locais, em particular através do seu estímulo na participação nos circuitos de comunicação internacional.
Constata-se, por isso, que as cidades dão cada vez maior prioridade ao estabelecimento de relações de complementaridade com outras cidades, como forma de estimular a promoção conjunta. O desenvolvimento espacial centra-se, agora, na actuação do nível local e regional, através de uma competitividade mais equilibrada do território, e da promoção de redes de cidades ou de redes de relações horizontais.
A territorialidade assumiu o papel central na competitividade, pelo que mais se justifica o incentivo à cooperação, à concertação de políticas de animação de eixos de sistemas urbanos, de sub­espaços territoriais. Por outro lado as cidades despertam, cada vez mais, para a sua capacidade de influenciar nas decisões, que embora não sejam da sua competência são do seu interesse, pelo que é dada maior importância à actuação com os governos nacionais e/ou organismos internacionais. Para o efeito, as cidades voltam-se para a procura de formas de actuação coordenada à escala nacional e internacional.
É por isso, fundamental para o fortalecimento dos sistemas urbanos, que se estabeleçam consensos, se desenvolvam complementaridades e criem laços entre cidades (a nível regional, nacional e internacional), e que se promova quer a interacção entre autoridades locais através de redes, quer o intercâmbio e transferência de formas de gestão.
Neste sentido, é essencial para a competitividade, que se promova o equilíbrio e a integração do sistema urbano, à escala europeia e mundial, em redes de cooperação e concertação. Assim, torna-se imperativo quando se pretende atrair funções associadas aos factores económicos supra-nacionais, que se dê prevalência à imagem do centro urbano.

De facto, verifica-se que para o aproveitamento máximo das potencialidades destes processos, se afirma como condição fundamental, a capacidade da cidade e dos agentes a ela associados, de direccionar as suas potencialidades endógenas, os recursos e as actividades para uma vocação já delineada. Assim, os processos de desenvolvimento local devem contribuir para a realização desta capacidade. O desenvolvimento local é, hoje, entendido como uma resposta especifica a estímulos provenientes de níveis globais, e já não como um processo alternativo relativamente às dinâmicas globais. Neste sentido, esta resposta deve ser dotada de interacções, entre a rede dos sujeitos locais e o meio urbano, pois, a capacidade autónoma do comportamento de cada sistema local provém necessariamente da interacção activa entre rede local e meio.
Autor: Ema Rosmaninho
Excerto Adaptado
Imagens: VO Planning, Martens Plander
Download Políticas Urbanas na Estratégia da Cidade

Outros artigos interessantes:

in, http://www.engenhariacivil.com/politicas-urbanas-estrategia-cidade


sexta-feira, 5 de abril de 2013

- Inovação, a bem da Nação!


No mais recente Barómetro de Inovação construído pela COTEC (Janeiro de 2013), constata-se uma degradação do posicionamento relativo de Portugal no que concerne ao investimento em Inovação e Desenvolvimento, na quase totalidade dos indicadores.
O nosso país mantém-se muito abaixo dos valores médios da OCDE, abaixo da Zona Euro, abaixo da UE27 e abaixo da média global, apresentando também um posicionamento inferior ao dos países Europeus com dimensão semelhante à sua - Áustria, Bélgica, Finlândia, Holanda e Irlanda.
Estes resultados - que representam um retrocesso em relação à evolução positiva dos últimos anos e cuja responsabilidade tem origem necessariamente em opções políticas - traduzem alguns dos problemas estruturais da economia Portuguesa, que são factores de atrito ao investimento em inovação: baixa produtividade, mão-de-obra pouco qualificada, falta de liquidez nas empresas em resultado da restrição no acesso ao crédito, aumento do custo do crédito, aumento da carga fiscal, ausência de uma cultura de apoio a projectos inovadores, burocracia pesada e complexidade dos instrumentos legislativos. 
Ora, o agravamento da conjuntura económica, com a intensificação das medidas de austeridade e a ausência de um horizonte para o início da recuperação, continuará a cobrar os seus efeitos sobre o investimento e, consequentemente, sobre a inovação.

O investimento em I&D que as empresas portuguesas continuam a promover resulta em grande medida da contracção do mercado interno, que obrigou as empresas a inovar através do alargamento da sua actividade a mercados internacionais, com os benefícios que daí resultam. É que a necessidade aguça efectivamente o engenho, mas temo que, sem uma aposta clara do Estado na construção de um ambiente ‘innovation-friendly', com benefícios fiscais e aposta na formação, medidas de discriminação positiva para as empresas mais inovadoras e simplificação do acesso a incentivos a I&D, tudo seja em pura perda e a conjuntura recessiva acabe por impor o seu peso esmagador.
A inovação é o caminho virtuoso para ajudar Portugal a recuperar da crise em que se encontra e é a única forma de não perder de vista - num país, como numa empresa - o desígnio da competitividade, sem o qual tudo o mais se dissolverá na espuma dos défices, dos impostos, das dívidas, dos memorandos e das ‘troikas'.
Se o objectivo é o crescimento económico, sustentado, robusto, que permita reduzir importações e criar emprego, então ignorar o papel-chave da inovação nessa equação equivale a contradizer esse objectivo nos seus próprios termos. Permitir isso será admitir que o primeiro-ministro, o ministro da Economia e o ministro das Finanças não entenderam, afinal, o que se passou. Será - dito de outro modo - admitir que os portugueses não entenderam o que aconteceu.
Luís Reis, Presidente da Confederação dos Serviços de Portugal (CSP)

sábado, 15 de dezembro de 2012

- É preciso "uma revolução" na Administração Pública

A economista Teodora Cardoso afirmou que o processo de privatizações tem de considerar "a necessidade de a política orçamental olhar para o futuro" e que é preciso haver "uma revolução" na administração pública.
 
A presidente do Conselho das Finanças Públicas, que falava na conferência "As privatizações não se discutem?", em Lisboa, explicou que "não se pode ignorar que o objectivo básico do orçamento é garantir a sustentabilidade e a boa afectação de recursos na economia".
"Quando o orçamento não chega, gasta-se mais e de uma maneira ou de outra isso há-de ser pago. Se as empresas públicas forem privatizadas, mas mantiverem este sistema não se ganha absolutamente nada", argumentou a economista.
Além disso, Teodora Cardoso defendeu ainda a necessidade de ter uma administração pública "muito qualificada": "Temos de ter uma administração pública muito diferente da que temos: mais qualificada, com mais responsabilidades de gestão e com capacidade estratégica. Isto é uma revolução", afirmou.
Para a economista, "a qualidade da administração pública é muito importante para o sector privado e é necessário que a administração pública e a política orçamental funcionem para bem do próprio sector privado".
Teodora Cardoso disse ainda que as privatizações em Portugal, entre 1995 e 2000, não funcionaram devido à "miopia da política orçamental, que sempre foi baseada em orçamentos estritamente anuais e ninguém pensava nas consequências disso mais tarde".
Para a economista, com as privatizações aumentaram-se as despesas em vez de se reduzir a dívida para entrar numa rota de sustentabilidade".
Também a "inadaptação da política económica ao enquadramento da moeda única" contribuiu para que as privatizações não tivessem permitido reduzir o stock da dívida.
"A moeda única tinha as vantagens de baixar os juros e permitir mais financiamento, mas íamos perder a política monetária e a política cambial e tínhamos de ajustar a política económica. Isso não foi feito", afirmou a economista.
Teodora Cardoso referiu ainda que o público passou a estar "muito mais consciente e exigente no que pedia aos serviços públicos" e que a solução do Estado foi "aumentar os meios para esses serviços".
"Nunca se pensou que tinha de haver aumento de eficiência nesses serviços", destacou, defendendo que é preciso "corrigir os erros" do passado nesta nova vaga de privatizações.
"Temos de perceber que a política orçamental tem, definitivamente, de deixar de ser um instrumento de estímulo à economia no curto prazo. E a política económica tem de concentrar-se em promover a melhor afectação de recursos na economia e procurar soluções para que o crescimento não venha da dívida. Diria que [as políticas orçamental e política] têm de funcionar de uma maneira oposta à que actuámos anteriormente", argumentou.
A economista falava na conferência "O processo de privatizações em curso: riscos e desafios", uma iniciativa organizada hoje, em Lisboa, pelo Instituto de Direito Económico, Financeiro e Fiscal e pela Faculdade de Direito de Lisboa.
 
in, JORNAL DE NEGOCIOS em 06.DEZ.2012

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

- Saída da crise passa por levar PME além fronteiras

O reequilíbrio da economia passa por expandir para o estrangeiro o mercado interno das Pequenas e Médias Empresas. Quem o garante são os convidados da última conferência do ciclo organizado pela Exame e Banco Popular, sob o tema "Na senda das exportações e da internacionalização".
Vanessa Sardinha e Fernando Pereira (www.expresso.pt)
10:24 Sábado, 24 de novembro de 2012


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

- Ondas de Peniche já produzem energia elétrica

Se pensava que Peniche só era famosa no surf, então leia com atenção: o Waverollerproduz energia elétrica a partir das ondas. Máquina única a nível mundial está no fundo do mar, a 900 metros da costa, perto do Baleal.
in, EXPRESSO

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

- Um grande cérebro para a cidade

... [não posso estar mais de acordo]
 
"Os projetos de cidades inteligentes vencedores são aqueles que envolvem os cidadãos e as entidades privadas na definição das linhas estratégicas"

 
in, EXPRESSO de 08.OUT.2012

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

- O que será das nossas cidades sem agricultura?

A razão de que tudo e compra e nada se produz, deu o que tinha a dar.

Logo depois do 25 de Abril, largos passos trilharam caminho no sentido da qualidade de vida, e direitos dos cidadãos... grandes avanças se conquistaram a saúde, na educação, na justiça, - tudo corria bem! Até se esquecer a realidade de um pais.

Portugal sempre foi um país de agricultura "mediterrânica"; primeiro no segmento da subsistência familiar e depois no complemento salarial do agregado. Vantagens: maior equilíbrio financeiro para as famílias, mais riqueza para o país, mais diversidade e empreendedorismo. Não teríamos os campos ao abandono, e tanta gente que não os infortunados pelo desemprego direto, sem solução no mercado de trabalho.

Agricultura. Sim, agricultura. Da de comer e dá imaginação para os mais ambiciosos.

Não podemos ser um pais de serviços, em que se produz e se inova no mercado de serviços e bens tecnológicos e se esquece a nossa maior riqueza. A agricultura.

O que será das nossas cidades sem agricultura?

Um lugar agradável para viver não será certamente…

terça-feira, 24 de abril de 2012

- Vantagem Competitiva pela gestão racional da energia

Seria assim que poderia começar um belissima tese...; entretanto, aqui fica um passo de gigante no futuro do mercado de produção energetica; e se há coisa que Portugal tem é mar!

«Chama-se Waveroller e é o mais recente protótipo para aproveitamento da energia das ondas. Está a ser construído em Peniche e é único a nível mundial. Um novo empurrão à economia do mar.http://expresso.sapo.pt/portugal-volta-a-liderar-na-energia-das-ondas-video=f698292 »

segunda-feira, 23 de abril de 2012

- Políticas de Alto Rendimento



Contexto técnico à parte, interessa no presente realçar alguns factos relacionados com estratégia, perseverança e sustentabilidade das estruturas nacionais do alto rendimento.

Na génese da sua criação, estiveram sempre argumentos que pouco convenceram; mas nem por isso o país deixou de apostar forte nestas infraestruturas; com estas, dinâmica desportiva, emprego e o objetivo claro da conquista olímpica: formação cívica e claro, desportiva, altamente capacitada para potenciar a nossa participação nacional em grandes competições internacionais.

O Alto Rendimento assumiu então nos últimos 3 anos, vertentes multidisciplinares, que se replicaram pelo país, e outras com visão e estratégia, se tornaram únicas no país, como é o caso do Velódromo Nacional de Anadia, situado em Sangalhos, capital secular dos veículos de duas rodas e de grandes palmarés desportivos na modalidade….

Quem acompanhou a construção desta estrutura de raiz, mesmo só com a informação disponibilizada na imprensa, consegue ao fim de dois anos após a sua construção, mesmo que ainda inacabada, dar a mão à palmatoria e dizer: bem executado e bem trabalhado!

A obra, de design arrojado, que tem recebido rasgados elogios dos 4 cantos do mundo, tem sabido posicionar-se e conquistar a presença ativa tanto de atletas, como de competições, que ganham uma após a outra, o seu lugar de destaque.

Na altura em que se discute o modelo de gestão, e a sua tutela administrativa e financeira, com mais ou menos autonomia; delegação de gestão ou conceção, é importante dizer-se nesta altura que a estratégia, a dedicação e a persistência com que se tem desenvolvido trabalho no CARD – Velódromo Nacional, tem obrigatoriamente de ser olhado como a pedra basilar, e apontar o exemplo a seguir pelos demais CARD, mesmo que em áreas diferentes.

Vejamos: passada a fase de construção, equipamento, e afins, eis que começamos sem precedentes a ver, ouvir e ler que este CARD tem diariamente trabalho de terreno, semanalmente trabalho de competição, e sem precedentes também, trabalha as 6 áreas desportivas (Ciclismo, Esgrima, Judo, Ginástica, Trampolins e Desportos Acrobáticos) que ali encontram as melhores condições, tanto para a prática desportiva como para a preparação olímpica e mundiais. 

Tudo trabalho de uma equipa que neste momento já está de parabéns, só pela persistência, pela visão e pela capacidade de trabalhar o mercado desportivo das várias modalidades olímpicas do CARDVNS.