terça-feira, 30 de abril de 2013

quinta-feira, 18 de abril de 2013

- Como está a criatividade em Portugal?

Como está a criatividade em Portugal? | Imagens de Marca

Aproximam-se a passos largos duas das mais importantes competições a nível de criatividade em Portugal: a 15ª edição do Festival do Clube de Criativos e os Young Lions 2013. A primeira, que elege os melhores projetos criativos a nível nacional, viu nos últimos anos assistir a um decréscimo do número de participantes. Já a segunda, que se destina a premiar novos talentos de Marketing, Publicidade e Relações Públicas, insere-se no Festival de Cannes Lions, o maior evento mundial da área e onde Portugal tem também se pautado por uma prestação abaixo das expectativas.

Num momento em que se apela à participação nestas duas competições, o Imagens de Marca foi à procura das razões que podem estar por detrás desta realidade, e responder a uma questão mais atual do que nunca: como está a criatividade em Portugal?
Para José Carlos Campos, diretor criativo da agência Strat e antigo Presidente do Clube de Criativos, a difícil conjuntura económica por que estamos a passar e a falta de união na indústria são os dois principais motivos do enfraquecimento da participação portuguesa. “Existe criatividade em Portugal, mas se calhar no nosso negócio há um défice atualmente, que tem a ver com as circunstâncias económicas em que vivemos. Para já eu acho que a indústria e, agora falo da parte que me diz respeito, tem dificuldade em captar talento, porque há falta de dinheiro. Neste momento não há grandes perspetivas de futuro que possam ser entregues nesta ou na maioria das profissões que nós temos em Portugal. Às vezes as próprias empresas não têm os objetivos bem definidos, e o mercado também não tem. Eu acho que este mercado nunca foi um mercado unido, nunca foi um mercado que defendesse de uma forma clara os seus interesses”, afirma José Carlos Campos.
As fragilidades apresentadas pelo setor parecem refletir-se nos próprios trabalhos enviados para o maior evento de criatividade do país, o Festival do Clube de Criativos. Quem o diz é o atual Vice Presidente do Clube, Pedro Pires, que explica as grandes transformações ocorridas no mercado nos últimos anos: “Há obviamente uma pressão muito grande que foi posta sobre as agências, porque diminuíram nitidamente os seus orçamentos. Se vão diminuir os orçamentos vão obviamente diminuir os recursos para ter pessoas a trabalhar e vai diminuir a qualidade daquilo se faz. No início do Milénio as marcas queriam fazer coisas diferentes, queriam ser relevantes. Mas a partir de 2005 o fator do tempo alterou-se profundamente, há muito menos tempo, e acima de tudo a questão da mentalidade. A mentalidade passa de uma mentalidade inovadora, quase revolucionária, para uma situação onde se procura mais a paridade, onde se procura defender o território que já se conquistou. Cada vez mais as agências, os criativos e as marcas auto-censuram-se no processo de criação.”
Para inverter o decréscimo do número de participantes no festival, a nova direção do Clube de Criativos garante estar este ano a desenvolver contactos diretos junto dos agentes do mercado. Em entrevista ao Imagens de Marca, Pedro Pires salienta que se está neste momento a tentar reforçar o papel do evento e do próprio Clube, através de um conjunto alargado de iniciativas, como é o caso das Noites do Desconforto. Veja aqui a entrevista.
Além do Festival do Clube de Criativos, e tal como já foi referido, decorrem também neste momento as inscrições para os Young Lions, concurso integrado no prestigiado festival Cannes Lions, e que se vislumbra como uma oportunidade para os jovens criativos se destacarem num mercado cada vez mais competitivo, e onde só há espaço para os melhores. Marcelo Loureço, diretor criativo da FUEL, agência que assina a campanha de promoção aos Young Lions, considera que a conjuntura económica adversa tem obrigado os jovens a encontrar novos caminhos para a criatividade. “É engraçado que esta crise tem feito com que muitas coisas novas acontecessem. O facto de não haver emprego para toda a gente leva a que as pessoas inventem os seus próprios empregos e ocupações. A necessidade é a mãe da invenção e as pessoas estão a colocar coisas novas no Youtube, no Facebook, estão a trabalhar com iPhones, a fazer aplicações e a inventar coisas na internet. Tenho a certeza de que esta crise é horrível, mas está a ensinar toda a gente a fazer muito mais com muito menos”, afirma Marcelo Lourenço.
Exportar criatividade é a solução que o criativo brasileiro encontra para Portugal poder enfrentar as suas atuais dificuldades. “Acho que o mercado português não é um grande mercado em termos de tamanho, mas uma boa agência graças à globalização deveria vender a criatividade para o mundo. E acho que essa é a única solução para Portugal: vender criatividade para o mundo. O Brasil é, por exemplo, um mercado gigantesco de língua portuguesa e tenho a certeza de que vão haver grandes oportunidades para as agências que se mostrarem à altura”, garante.
E qual a receita para Portugal também se voltar a mostrar à altura nos grandes festivais internacionais de criatividade? A resposta é uníssona: unir toda a indústria. “Eu acho que é preciso uma ideia para o mercado. É preciso que quem está à frente da APAN (Associação Portuguesa de Anunciantes), quem está à frente do Clube de Criativos, quem está à frente destas várias associações que representam as várias entidades do mercado, se sentem à mesa e encontrem as melhores soluções para que o mercado seja mais competitivo. As pessoas têm de abrir um bocado a mente e perceber o que é nós temos a ganhar todos juntos, e o que é que temos para oferecer às novas pessoas que chegam a este mercado. Não podem ser só umas agências, uns anunciantes, ou um pessoal que gere os meios. Tem que haver algo mais organizado, mais estruturado e com uma perspetiva de que «nós queremos ser isto, nós queremos que Portugal em termos de mercado europeu seja visto desta forma» ”, remata o diretor criativo executivo da Strat.
Fazer mais com menos, exportar criatividade, e unir toda a indústria, através de uma estratégia concertada entre os vários agentes do mercado, são, assim, os caminhos apontados por quem acredita que a crise é uma oportunidade para estimular as mentes criativas portuguesas.
Neste especial do Imagens de Marca visitámos ainda a Lisbon AD School, e entrevistámos Frederico Arouca, o seu presidente, para construirmos o perfil do jovem criativo de hoje. A criatividade ensina-se? Os jovens de hoje são mais ou menos criativos? Será que estão desiludidos com a profissão? Como incentivá-los? Veja aqui a entrevista.
A dois dias do início da 14ª Semana Nacional do Marketing não perca ainda a entrevista a Rui Ventura, Presidente da APPM, que nos ajuda a perceber como está a criatividade ao nível do marketing.
Veja neste Dossier Especial:
·    Entrevista na íntegra a Pedro Pires– Vice presidente Clube de Criativos
·    Entrevista na íntegra a Marcelo Lourenço – Diretor criativo FUEL
·    Como se ensina a criatividade? Entrevista a Frederico Arouca – Presidente Lisbon AD School
·    Como é que o Marketing olha para a criatividade? Entrevista a Rui Ventura – Presidente Associação Portuguesa dos Profissionais do Marketing (APPM)

- As hortas de cidade


DESCRIÇÃO Excerto do programa "As Cidades Visíveis", com Guta Moura Guedes. 

Conversa sobre as pequenas hortas de cidade e os espaços verdes.

Convidados: Arquitectos Pedro Gadanho e João Gomes da Silva 

Data de emissão: 07/06/2010


AS CIDADES VISIVEIS in, http://videos.sapo.pt/amVSlSf8Mji6O4etEGj1

- Índice de Cidades: instrumento estratégico para a sustentabilidade.


Smart cities, cidades digitais e cidades inteligentes são conceitos que têm marcado a agenda de investigação da INTELI nos últimos anos.
Na Ásia e Médio Oriente prevalecem os projetos associados à construção de cidades a partir do zero, como são os casos de Masdar, nos Emirados Árabes Unidos e de Songdon, na Coreia do Sul. Na Europa e na América do Norte imperam projectos de regeneração urbana inteligente centrados em cidades com uma trajectória histórica e marcadas por especificidades económicas, sociais, culturais e institucionais, como é o caso da iniciativa “Amsterdam Smart City” na Holanda.
Também a União Europeia já colocou este tema na agenda política. Foram recentemente aprovados projectos de investigação, demonstração e inovação no âmbito do 7º Programa Quadro e do CIP – Programa Quadro para a Competitividade e Inovação, muito associados ao potencial das tecnologias de informação e comunicação como instrumentos de facilitação das funções urbanas e da vida nas cidades. 
No entanto, a maioria destas abordagens tem como ponto de partida as tecnologias e os negócios, descurando a vertente humana, social e política.
As smart cities do futuro deverão partir das pessoas e das comunidades onde vivem e trabalham. É um novo paradigma na forma de fazer cidades, que exige repensar estratégias, tecnologias, modelos e processos urbanos para responder aos actuais desafios ligados à qualidade de vida, ao equilíbrio do ambiente e eficiência dos recursos naturais, às desigualdades e à exclusão social. 
A INTELI está a desenvolver em parceria com as 25 cidades da rede RENER o Ìndice de Cidades Inteligentes 2020. Trata-se da elaboração de um instrumento estratégico que parte de um conceito integrado de:
Cidades que baseiam a sua atractividade na aliança entre a inovação económica, a sustentabilidade ambiental, a inclusão social e cultural e a governação aberta, em linha com a Estratégia Europa 2020.
Cidades que desenvolvem e utilizam soluções inteligentes baseadas em tecnologias de informação e comunicação para a promoção da conectividade urbana conducente à melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. 

Objectivos

Posicionar estrategicamente os municípios portugueses num ranking de cidades inteligentes.
Monitorizar e avaliar o desempenho na prossecução dos objectivos de inovação política, social, tecnológica e ambiental dos municípios.
Mapear boas práticas internacionais em matéria de desenvolvimento urbano inteligente como suporte da definição de estratégias locais.
Potenciar a cooperação entre cidades nacionais na área da inteligência urbana.

Etapas Metodológicas
CONCEPTUALIZAÇÃO DO MODELO DE ANÁLISE
Definição do modelo conceptual de uma cidade inteligente
DIMENSÕES E SUB-DIMENSÕES DE ANÁLISE
Definição das componentes de análise do modelo conceptual
DEFINIÇÃO E SELECÇÃO DOS INDICADORES
Definição dos indicadores que permitam quantificar ou qualificar as sub-dimensões de análise
CÁLCULO DOS INDICADORES
Quantificação ou qualificação dos indicadores de acordo com informação secundária e primária
NORMALIZAÇÃO DOS INDICADORES
Estabelecimento de parâmetros mínimos e máximos para cada indicador de forma a permitir a sua comparabilidade
AGREGAÇÃO DE INDICADORES
Condensação de indicadores em dimensões e sub-dimensões que permitem avaliar a sua interacção e posicionamento
CÁLCULO DO ÍNDICE
Aferição do índice para cada Município
 



Parceiros

INTELI - Inteligência em Inovação, Siemens, Caixa Geral de Depósitos


in, http://www.inteli.pt/pt/go/indice-cidades-inteligentes-2020

- Políticas Urbanas na Estratégia da Cidade


Políticas de desenvolvimento urbano
Na última década muitas cidades alicerçaram-se nos programas de intervenção nacionais e comunitários. Os comportamentos das cidades perante os programas de intervenção, a análise de alguns dos seus processos internos e a capacidade de organização dos actores locais revelaram-se de extrema importância para delinear ou alcançar a estratégia de desenvolvimento adoptada ou a adoptar pela cidade.
Parte-se do princípio que os programas de intervenção possam ser um pretexto para a reorganização dos actores locais e que os projectos de transformação possam representar, para a cidade, elementos de política urbana que constituem indicações estratégicas para o desenvolvimento local. Pressupõe-se que os factores de estimulo global possam activar no sistema local os processos de transformação dos recursos endógenos de potenciais a reais, gerando respostas locais, ou seja, o objectivo maior é o de explorar o conjunto de potencialidades oferecidas em cada território, reforçando o ideal de sustentabilidade dos processos de desenvolvimento. Neste sentido, a cidade passa a ser entendida como um sistema local em posição de se auto organizar para responder aos estímulos globais de forma a realizar os próprios objectivos.
Planeamento das cidades
Destaca-se pois, o conceito de desenvolvimento endógeno, que pode ser interpretado como a capacidade de mobilizar e gerir os recursos e as potencialidades existentes num dado território. De acordo com esta noção, deve-se ter em atenção quer o relevante papel que devem assumir, neste processo, os agentes locais e regionais; quer a necessidade de se reduzir os elementos geradores de dependência, provenientes dos diversos factores económicos exteriores à região. Assim, a cidade, enquanto inserida num conjunto de cidades e de uma rede de relações horizontais, apresenta cada vez maior capacidade para retomar o seu papel de direcção e de governo dos processos territoriais e económicos.
Surge o conceito de política de rede de cidades, que visa a criação de uma associação de cidades com o objectivo de definir estratégias de crescimento para realizações coordenadas em domínios que, pelo menos em parte, são objecto da incidência da administração pública. Ou seja, a cidade enquanto nó é estimulada a se posicionar e a encontrar o seu objectivo específico na rede urbana, de modo a retirar todas as vantagens competitivas nas relações de troca com o resto da rede. Pelo que, as cidades devem passar de âmbitos nos quais se geram e circulam bens, capital e informação a actuar também como agentes de atracção e retenção dos mesmos.

Nesta perspectiva, a cidade passa a ter capacidade para gerir tanto a própria vocação, como os recursos e as condições ambientais. O objectivo passa a ser criar sinergias e complementaridades entre cidades, ou seja, potenciar as redes de cidades; e uma política adequada que permita, através da articulação entre centros urbanos, o alcance de níveis e limiares óptimos, de forma a que estas constituam verdadeiras redes alternativas. Pelo que, a especialização das cidades e o seu funcionamento em rede de complementaridades tem de constituir uma estratégia forte das políticas públicas. Neste sentido, e em proveito do desenvolvimento de funções mais adequadas e vantajosas, tornou-se necessária a restruturação dos centros, da área urbana e da própria rede. Os sistemas territoriais locais são, agora, entendidos como nós de uma rede global hiper-conectada, porque cada nível territorial, cada escala, pode ser unido directamente a outro.
Distribuição urbana
Neste contexto, as redes passaram a ser interpretadas como um importante modelo de desenvolvimento, que permite relacionar diversas entidades na resolução de problemas que lhes são comuns. Importa, por isso, sublinhar a existência da rede local/regional e da rede supra-local, que se referem a duas distintas configurações urbanas policêntricas. Por um lado as redes constituídas por centros urbanos Inter-conectados a nível regional; e por outro, as redes de nível supra-local que se inserem, essencialmente, no sistema urbano europeu, caracterizado pelo seu grande dinamismo de desenvolvimento.
Assim, as redes urbanas apresentam um papel estratégico no desenvolvimento espacial da União Europeia. Mais concretamente, estas permitem que o sistema actue através de um melhor desempenho global e, simultaneamente, contribuem para o favorecimento de um maior equilíbrio territorial da Comunidade.
As redes urbanas representam o papel estratégico das cidades, como ímans de redes globais e como conectores de entidades locais. Não se pode, por isso, esquecer que o nível supra-local e as cadeias cada vez mais globais contribuem crescentemente para o desenvolvimento das cidades. Torna-se, neste sentido, imprescindível que as cidades sejam capacitadas a encarar os seus recursos endógenos e as suas especiticidades locais como factores-chave e estratégicos no desenvolvimento das redes globais.

A cidade, enquanto nó da rede, tem de ter capacidade para criar a rede local, através do envolvimento da diversidade de agentes, de modo a que lhe seja permitido funcionar como vínculo vertical entre as várias redes globais que cruzam a cidade. Ou seja, a cidade pode simultaneamente pertencer a diferentes níveis de redes, de modo a estabelecer as relações e inter-conexões necessárias entre as redes locais e globais, por forma a explorar todas as vantagens possíveis. Nesta perspectiva a diversidade de escalas de redes e o policentrismo apresentam-se como benéficos para o desenvolvimento dos processos locais, em particular através do seu estímulo na participação nos circuitos de comunicação internacional.
Constata-se, por isso, que as cidades dão cada vez maior prioridade ao estabelecimento de relações de complementaridade com outras cidades, como forma de estimular a promoção conjunta. O desenvolvimento espacial centra-se, agora, na actuação do nível local e regional, através de uma competitividade mais equilibrada do território, e da promoção de redes de cidades ou de redes de relações horizontais.
A territorialidade assumiu o papel central na competitividade, pelo que mais se justifica o incentivo à cooperação, à concertação de políticas de animação de eixos de sistemas urbanos, de sub­espaços territoriais. Por outro lado as cidades despertam, cada vez mais, para a sua capacidade de influenciar nas decisões, que embora não sejam da sua competência são do seu interesse, pelo que é dada maior importância à actuação com os governos nacionais e/ou organismos internacionais. Para o efeito, as cidades voltam-se para a procura de formas de actuação coordenada à escala nacional e internacional.
É por isso, fundamental para o fortalecimento dos sistemas urbanos, que se estabeleçam consensos, se desenvolvam complementaridades e criem laços entre cidades (a nível regional, nacional e internacional), e que se promova quer a interacção entre autoridades locais através de redes, quer o intercâmbio e transferência de formas de gestão.
Neste sentido, é essencial para a competitividade, que se promova o equilíbrio e a integração do sistema urbano, à escala europeia e mundial, em redes de cooperação e concertação. Assim, torna-se imperativo quando se pretende atrair funções associadas aos factores económicos supra-nacionais, que se dê prevalência à imagem do centro urbano.

De facto, verifica-se que para o aproveitamento máximo das potencialidades destes processos, se afirma como condição fundamental, a capacidade da cidade e dos agentes a ela associados, de direccionar as suas potencialidades endógenas, os recursos e as actividades para uma vocação já delineada. Assim, os processos de desenvolvimento local devem contribuir para a realização desta capacidade. O desenvolvimento local é, hoje, entendido como uma resposta especifica a estímulos provenientes de níveis globais, e já não como um processo alternativo relativamente às dinâmicas globais. Neste sentido, esta resposta deve ser dotada de interacções, entre a rede dos sujeitos locais e o meio urbano, pois, a capacidade autónoma do comportamento de cada sistema local provém necessariamente da interacção activa entre rede local e meio.
Autor: Ema Rosmaninho
Excerto Adaptado
Imagens: VO Planning, Martens Plander
Download Políticas Urbanas na Estratégia da Cidade

Outros artigos interessantes:

in, http://www.engenhariacivil.com/politicas-urbanas-estrategia-cidade


sexta-feira, 5 de abril de 2013

- Inovação, a bem da Nação!


No mais recente Barómetro de Inovação construído pela COTEC (Janeiro de 2013), constata-se uma degradação do posicionamento relativo de Portugal no que concerne ao investimento em Inovação e Desenvolvimento, na quase totalidade dos indicadores.
O nosso país mantém-se muito abaixo dos valores médios da OCDE, abaixo da Zona Euro, abaixo da UE27 e abaixo da média global, apresentando também um posicionamento inferior ao dos países Europeus com dimensão semelhante à sua - Áustria, Bélgica, Finlândia, Holanda e Irlanda.
Estes resultados - que representam um retrocesso em relação à evolução positiva dos últimos anos e cuja responsabilidade tem origem necessariamente em opções políticas - traduzem alguns dos problemas estruturais da economia Portuguesa, que são factores de atrito ao investimento em inovação: baixa produtividade, mão-de-obra pouco qualificada, falta de liquidez nas empresas em resultado da restrição no acesso ao crédito, aumento do custo do crédito, aumento da carga fiscal, ausência de uma cultura de apoio a projectos inovadores, burocracia pesada e complexidade dos instrumentos legislativos. 
Ora, o agravamento da conjuntura económica, com a intensificação das medidas de austeridade e a ausência de um horizonte para o início da recuperação, continuará a cobrar os seus efeitos sobre o investimento e, consequentemente, sobre a inovação.

O investimento em I&D que as empresas portuguesas continuam a promover resulta em grande medida da contracção do mercado interno, que obrigou as empresas a inovar através do alargamento da sua actividade a mercados internacionais, com os benefícios que daí resultam. É que a necessidade aguça efectivamente o engenho, mas temo que, sem uma aposta clara do Estado na construção de um ambiente ‘innovation-friendly', com benefícios fiscais e aposta na formação, medidas de discriminação positiva para as empresas mais inovadoras e simplificação do acesso a incentivos a I&D, tudo seja em pura perda e a conjuntura recessiva acabe por impor o seu peso esmagador.
A inovação é o caminho virtuoso para ajudar Portugal a recuperar da crise em que se encontra e é a única forma de não perder de vista - num país, como numa empresa - o desígnio da competitividade, sem o qual tudo o mais se dissolverá na espuma dos défices, dos impostos, das dívidas, dos memorandos e das ‘troikas'.
Se o objectivo é o crescimento económico, sustentado, robusto, que permita reduzir importações e criar emprego, então ignorar o papel-chave da inovação nessa equação equivale a contradizer esse objectivo nos seus próprios termos. Permitir isso será admitir que o primeiro-ministro, o ministro da Economia e o ministro das Finanças não entenderam, afinal, o que se passou. Será - dito de outro modo - admitir que os portugueses não entenderam o que aconteceu.
Luís Reis, Presidente da Confederação dos Serviços de Portugal (CSP)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

- 10 Most Impressive Smart Cities On Earth

It wasn’t too long ago that the term ‘Smart City’ was not on very many people’s radar screens, but today smart cities are popping up all over the place and people are becoming more familiar with what that entails. In case you’re not familiar with the term a smart city uses information combined with technology to improve quality of life, reduce environmental impact, and decrease energy demand. This list of the smartest cities on the planet takes those factors into consideration, as well as the ‘smart’ plans the city might have for the future.

San Francisco

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The city of San Francisco constantly ranks at the top of North American cities as one of the best places to live. They have been working to make the city smart for the past few decades and the smart grid employment sector has grown 130%. The city has very ambitious goals to decrease their carbon footprint by increasing power from renewable energy and the grid is currently powered with 41% renewable energy.
There is an emerging infrastructure for electric vehicle charging with 110 public charging stations, the highest per capita of any city. The city has also vastly improved it’s public transportation system which includes more buses and trains, as well as apps to show bikers and pedestrians the best routes through town. They’ve also developed apps for visually impaired citizens to navigate public transportation.
They currently have a goal to achieve zero waste by the year 2020. To do this they have extensively expanded their recycling system making recycling just about anything you want achievable. So far they’re making great progress. The city’s current waste diversion is 80%!
To achieve their lofty goals the city has opened up city data to software developers and startup companies to help the city innovate. There has already been more than 60 software apps in public transportation alone. How many public transportation apps does your city have? The current mayor Ed Lee, and former Mayor Gavin Newsom, have shown great leadership in bringing San Francisco to the forefront of smart cities.

Amsterdam

Amsterdam 10 Most Impressive Smart Cities On Earth
Amsterdam has partnered with big-time companies to go green and it is working. Companies like Phillips, Cisco, IBM, and dozens of smaller companies are all working with the city to help them innovate into a hub for smart city technology. Amsterdam has become a role model for the rest of European cities striving to become smart city savvy.
Some of the projects the city is done in the past few years have helped make this city very green. Take a walk down ‘Climate Street’ and you’ll see some of the technology in use. Trash is collected by nonpolluting electric trucks. City bus stops, billboards, and lights are powered with solar energy. Thousands of households and businesses have had their roofs retrofitted with energy efficient insulation cutting down energy costs, and these concepts are spreading like wildfire from Climate Street to the rest of the city.
In other parts of the city river going vessels can hook up to electrical power outlets to recharge their batteries rather than using high polluting diesel generators. Many thousands of homes have been upgraded with automatically dimming light switches, automatic shutting off appliances, smart meters connected to cell phones for realtime analysis, and ultra low energy LED lights are in use in thousands of applications. Billions of euros have been invested over the past three years into these smart technologies which will save the city many more billions of euros over the decades to come.

Tokyo

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Japan’s biggest companies are behind the Smart city revolution taking place around the globe and are using Tokyo as their proving ground. Panasonic, Sharp, Mitsubishi, and many other big names are working very hard to infuse smart technology into this massive city. After months of rolling blackouts due to lack of nuclear power, the need for the Japanese to innovate has never been greater.
In 2006 Tokyo started aggressively greening up its city. The Imperial Palace is currently considered a Green Island in the Tokyo urban jungle, but that might change when all utility poles come down and are replaced with trees by 2015. The goal is 1 million trees in the city which might make Tokyo itself a green island. They are also aggressively pushing solar energy, renewable wind sources, and electric/hybrid cars by providing appetizing incentives to pocketbooks for businesses and household who are going green.
A few miles outside the main part of the city lies and eco-village built by Panasonic. The zero carbon emission village focuses on using renewable energy and ultra high efficient appliances. The home automation system looks at weather forecasts and determines the best time to perform the laundry. LED bulbs are installed throughout the home using 1/6th of what incandescent bulbs use, and next-generation fuel cells combined with solar power generators actually create electricity autonomously. Telecommuting is highly encouraged from these eco-homes which saves millions of CO2 emissions annually. Other companies in Japan are doing the same type of sustainable home living innovation creating prototypes for the rest of the world to follow.

Xinjiang

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This remote oil town in northwest China is quickly becoming infused with the worlds best smart technology. The leadership of Xinjiang have a philosophy which is that information-technology should be integrated with every aspect of the city resident’s lives. Being a smart city in China is less about infrastructure and more about information integration and processing. Here’s some of the things they are doing.
Every bus station in the city is equipped with a electronic screen displaying bus arrival information. Mobile devices are of course connected to the bus system and the screens so checking the exact arrival time from mobile apps is possible. The city is connected with a web of public traffic cameras and all are accessible via mobile phones. This makes real-time traffic monitoring a reality, thus avoiding congestion. According to Chinese reports the mobile phone infrastructure in the city is at 170%, making the city very connected to the smart hub.
Homes are equipped with panic buttons which if pushed by an elderly person will automatically alert emergency response personnel. There is also a Social Security system which tells city officials if there is a growing number of unemployed persons. The government knows in real-time the occupation and unemployment status of the city residents. Again the Chinese smart theme, information technology integrated into life. These systems free up government workers so they don’t have to attend so many meetings and can work more efficiently.

Seattle

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Seattle constantly ranks very high for smart cities across the globe. They do an exceptional job when it comes to looking out for environmental issues. One of the big reasons for this is they offer huge tax breaks for businesses and residents who purchase and utilize green technology. If you can’t afford upgrading to green technology don’t worry. Residence who meet income qualifications get free green weatherization services. These services include insulation in attics, walls, pipes, windows, and more. A wonderful way for residents of the city, who could not otherwise afford these upgrades, the chance to save lots of money on utility costs. Ultimately saving the city money on wasted electricity.
Green jobs are an abundance for this city with more than 300 companies employing thousands of people. Seattle is a national leader for innovative green building practices. The demand for energy efficient construction has never been higher. For all their efforts Seattle has the lowest electricity rates of any comparatively sized city in the nation. They also have some of the lowest carbon emissions per capita in the United States. Seattle has built a strong roadmap for the future and will continue to lead the way with their version of a smart city.

Copenhagen

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Copenhagen is one of the smartest cities on the planet. Perhaps it’s due to the ambitious goal of being carbon neutral by the year 2025, which has accelerated it’s green technology revolution. Denmark has almost one hundred years experience in urban planning. In 1925 they held their first urban planning commission, so they are definitely no stranger when it comes to planning urban spaces for the future.
Copenhagen has attracted many innovative companies to use its city streets as a testing ground for green technology. For example, they have created a eco friendly smart neighborhood which houses 40,000 residents, created a similar amount of jobs for them, and is a model for green living.
They have taken a practical approach to sustainable living. When there’s no traffic on the streets the street lights turn off. The city has integrated air-quality meters in lamp posts throughout the city to monitor pollution trends. The intelligent street lighting, solar panel powered public areas, and public transportation systems are revolutionary in Europe.
The city has opened up it’s data to innovators and they are making lots of headway into sustainable living. Things like apps for finding available parking spaces throughout the city, smartphone connected smart electricity meters four homes, and and incredible network of shared bicycles all make Copenhagen very cutting edge.

Stockholm

Stockholm1 10 Most Impressive Smart Cities On Earth
In 2010 the European Commission named Stockholm – “Europe’s Green Capital of 2010”. This beautiful Northern European city has implemented many practical solutions to achieve their noted green success. Providing tax relief for companies who install motion sensors in their businesses in order to turn off lights when buildings are vacant is just one example.
Part of what makes this city so smart is it’s transportation network. The city sits strategically on Sweden’s southern coast and has multiple ferries connecting various international destinations. They also have high-speed trains connecting major cities, close to 2000 public buses in the city, and more than 1000 local trains and trolleys to move people around efficiently.
The city is also very green, as in bushes and trees green. There are 1000 parks (30% of the city space), seven nature reserves within the city, and residents annually recycle almost 100kg of waste per person. 90% of the city residents live within 300m of some green space. There are also two large water wastewater treatment plants where biodiesel is produced for public buses, from waste-water mind you. Even excess heat from sewage water is reused in residential heating applications. If all of those ‘green’ factoids aren’t enough the city has almost 3000 clean tech companies working to green up the city even more.

Vienna

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Vienna is a growing metropolis with more than 1.7 million residents. They’re one of the greenest cities in the world and are aiming to be the greenest. They’re currently at 14% renewable energy use for the city. The Mercer survey has named Vienna the city with the highest quality of life, both for Europe and globally. Quality of life is one of the major factors when it comes to ranking a city smart or not.
Vienna has placed a lot of resources into green energy. Europe’s largest biomass powerplant provides 75,000 residential and public buildings with heating. The city is currently on track to have 300,000 m² solar panels installed by the year 2020. That is a lot of solar power which will be connected to a smart grid.
Transportation around Vienna has never been easier or more accessible. More than 90% of the city’s population has easy access to public transportation. The city has a smartcard system which automatically calculates use fees for any mode of transportation automatically, and it’s a good thing too, because the public transportation system handles more than 1.3 million passengers every day.

New York

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New York has created a very clear vision of what the future smart city will encompass, and they are working quickly to achieve their goals. One way this is happening is Cisco and city24/7 have collaborated and launched an interactive platform which strategically places smart screens throughout the city to report news, events, and coupons. They are doing this by converting the old and underused public phone system. This is part of the city’s plan to bridge the digital divide and provide Internet access for all of its residents. These smart hubs will have NFC technology as well as Wi-Fi capability.
The city has granted access to software developers with more than 1300 open data sets. That is a lot of data to work with if you are a smart city entrepreneur. They’ve also set up a challenge which offers $50,000 in cash and prizes to the best apps which utilize New York City’s open data sets annually. Browsing through nycbigapps.com reveals dozens of very innovative applications that help make New York City smart. These entrepreneurs, investors, and New York City are creating a hub of smart technology.

Santiago

Santiago1 10 Most Impressive Smart Cities On Earth
Rounding out the list is the large Chilean city of Santiago. We are giving Santiago a spot on this list because Latin America deserves some recognition for the efforts they’re putting forth to create smart cities. This city’s population is expected to swell over the next decade, which means if they don’t innovate now rapid growth could potentially create an urban slum.
Santiago is taking examples from around the world, as well as advice from major smart companies like IBM, and creating a smart eco friendly city. Electric public transportation through electric buses running on a closed city circuit with multiple charging outlets for private cars and taxis is being built. The city is also focusing a lot of attention on home automation systems. Systems which fuse together solar energy and optimal energy use. To make it work the city will integrate a new smart grid into the infrastructure.
Smart city entrepreneurs should look to South America for business opportunities. Cities like Santiago Chile are actively seeking long-term relationships with new ventures to innovate and execute smart city programs. And with cities like Santiago growing more than 5% each year there are numerous opportunities for smart city innovation. South America has more than 380 million people, many of whom will be moving to cities like Santiago in the coming decades.