sábado, 15 de dezembro de 2012

- É preciso "uma revolução" na Administração Pública

A economista Teodora Cardoso afirmou que o processo de privatizações tem de considerar "a necessidade de a política orçamental olhar para o futuro" e que é preciso haver "uma revolução" na administração pública.
 
A presidente do Conselho das Finanças Públicas, que falava na conferência "As privatizações não se discutem?", em Lisboa, explicou que "não se pode ignorar que o objectivo básico do orçamento é garantir a sustentabilidade e a boa afectação de recursos na economia".
"Quando o orçamento não chega, gasta-se mais e de uma maneira ou de outra isso há-de ser pago. Se as empresas públicas forem privatizadas, mas mantiverem este sistema não se ganha absolutamente nada", argumentou a economista.
Além disso, Teodora Cardoso defendeu ainda a necessidade de ter uma administração pública "muito qualificada": "Temos de ter uma administração pública muito diferente da que temos: mais qualificada, com mais responsabilidades de gestão e com capacidade estratégica. Isto é uma revolução", afirmou.
Para a economista, "a qualidade da administração pública é muito importante para o sector privado e é necessário que a administração pública e a política orçamental funcionem para bem do próprio sector privado".
Teodora Cardoso disse ainda que as privatizações em Portugal, entre 1995 e 2000, não funcionaram devido à "miopia da política orçamental, que sempre foi baseada em orçamentos estritamente anuais e ninguém pensava nas consequências disso mais tarde".
Para a economista, com as privatizações aumentaram-se as despesas em vez de se reduzir a dívida para entrar numa rota de sustentabilidade".
Também a "inadaptação da política económica ao enquadramento da moeda única" contribuiu para que as privatizações não tivessem permitido reduzir o stock da dívida.
"A moeda única tinha as vantagens de baixar os juros e permitir mais financiamento, mas íamos perder a política monetária e a política cambial e tínhamos de ajustar a política económica. Isso não foi feito", afirmou a economista.
Teodora Cardoso referiu ainda que o público passou a estar "muito mais consciente e exigente no que pedia aos serviços públicos" e que a solução do Estado foi "aumentar os meios para esses serviços".
"Nunca se pensou que tinha de haver aumento de eficiência nesses serviços", destacou, defendendo que é preciso "corrigir os erros" do passado nesta nova vaga de privatizações.
"Temos de perceber que a política orçamental tem, definitivamente, de deixar de ser um instrumento de estímulo à economia no curto prazo. E a política económica tem de concentrar-se em promover a melhor afectação de recursos na economia e procurar soluções para que o crescimento não venha da dívida. Diria que [as políticas orçamental e política] têm de funcionar de uma maneira oposta à que actuámos anteriormente", argumentou.
A economista falava na conferência "O processo de privatizações em curso: riscos e desafios", uma iniciativa organizada hoje, em Lisboa, pelo Instituto de Direito Económico, Financeiro e Fiscal e pela Faculdade de Direito de Lisboa.
 
in, JORNAL DE NEGOCIOS em 06.DEZ.2012

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

- Saída da crise passa por levar PME além fronteiras

O reequilíbrio da economia passa por expandir para o estrangeiro o mercado interno das Pequenas e Médias Empresas. Quem o garante são os convidados da última conferência do ciclo organizado pela Exame e Banco Popular, sob o tema "Na senda das exportações e da internacionalização".
Vanessa Sardinha e Fernando Pereira (www.expresso.pt)
10:24 Sábado, 24 de novembro de 2012


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

- Ondas de Peniche já produzem energia elétrica

Se pensava que Peniche só era famosa no surf, então leia com atenção: o Waveroller já produz energia elétrica a partir das ondas. Máquina única a nível mundial está no fundo do mar, a 900 metros da costa, perto do Baleal.
in, EXPRESSO

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

- As inovações tecnológicas que podem mudar as cidades

Um dos principais especialistas do MIT em espaços urbanos, Kent Larson demonstra numa Ted Talk as apostas tecnológicas que poderão melhorar a vida e o estado da cidade. Pode estar a olhar para o futuro da sua rua. É só ver o vídeo.
 


in, EXPRESSO 21.out.2012

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

- Um grande cérebro para a cidade

... [não posso estar mais de acordo]
 
"Os projetos de cidades inteligentes vencedores são aqueles que envolvem os cidadãos e as entidades privadas na definição das linhas estratégicas"

 
in, EXPRESSO de 08.OUT.2012

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

- Gerir finanças é um ato de cidadania.

Principalmente quando são finanças publicas!
 
Logo cedo aprendemos o que é um NÃO; uns mais que outros sabem ao longo da vida que nunca podemso ter tudo o que queremos e que tudo o o que se quer tem um preço que podemos não estar disponiveis para o pagar.
Assim, só podemos aprender a gerir expetativas: entre o que podemos ter e o que podemos ver. Tudo é gerivel e começa em casa.
 
O expresso, publicou um texto da Maria Martins que considero um tema que deve estar sempre em cima da mesa: "Saiba como esticar o dinheiro até ao fim do mês"
Como o dinheiro não é elástico, a única forma de o esticar é controlando-o. Uma especialista em educação financeira diz-lhe como em 16 passos.
A verdadeira independência financeira só existe quando se vive de acordo com o dinheiro que se tem. E isso consegue-se fazendo um plano de gastos mensal, "uma fotografia rigorosa de quanto tem para gastar (rendimento) e de quando precisa de gastar (despesa)", explica Susana Albuquerque, especialista em educação financeira. Apenas com planeamento controlará o dinheiro e aprenderá a distinguir "entre necessidades e desejos".
 
Organizar o dinheiro
 
Planeie o mês. Dificilmente controla o dinheiro se não faz ideia onde o vai gastar. Depois de fazer o seu plano, se for necessário, distribua o dinheiro por envelopes, identificando os diferentes fins a que se destinam. Lembre-se que há envelopes intocáveis, como os das despesas fixas, e que desviar dinheiro do envelope do hipermercado para o das saídas à noite vai "pesar-lhe" no estômago.
Anote todas as despesas. Literalmente todas - pois esta é a única forma que tem de perceber onde gasta o dinheiro. "Para cumprir e gerir bem o seu plano é essencial tomar nota de todos os gastos, desde o café que tira na máquina da faculdade até ao que gasta numa saída com amigos", alerta Susana Albuquerque: "Esse registo vai permitir perceber se está a cumprir o orçamento ou não e mostrar que ajustes precisa de fazer se não o está a cumprir." É frequente pensarmos apenas nas despesas fixas, como a renda, a água, luz, gás e supermercado, esquecendo o dinheiro que se gasta com um pastel de nata a meio da manhã ou uma revista todas as semanas. Depois de um mês a anotar tudo, vai aprender a fugir dos buracos negros que lhe sugam o dinheiro de forma impercetível.
Retire uma poupança no dia 1. "O segredo que nunca lhe contaram sobre a poupança, é que para ser infalível, ela deve ser feita à cabeça e não no final do mês, o que permite duas coisas, aumentar todos os meses a reserva para imprevistos ou objetivos futuros, e gastar de forma tranquila o que sobra, sem se sentir culpado", explica a autora do livro "Independência Financeira para Mulheres". Nem que sejam cinco euros por mês, vai valer a pena - o que poupa dá-lhe para um dos festivais de Verão.
Esqueça o Multibanco. Gastar dinheiro de plástico é tão fácil como jogar Monopólio, com a diferença que as suas notas são reais. Se tem dificuldades em gerir o orçamento, a melhor opção é andar com dinheiro no bolso. Dito isto, se já planeou o mês, sabe exatamente quanto deve gastar por semana. E é esse dinheiro que deve trazer consigo. Se tem um orçamento semanal de 30 euros é fácil perceber que ficou em maus lençóis quando prolongou uma ida ao cinema com um jantar no sushi e constatou, ao chegar a casa, que ficou apenas com 10 euros na carteira para o resto da semana.
Compense. O desaire da noite anterior leva a outro conselho. Se exagerou, agora terá de compensar. Não nos fica bem dizer isto, mas talvez tenha de passar o resto da semana a comer na cantina da faculdade ou a jantar atum com feijão-frade - mas ao menos, endireita as finanças para o resto do mês.
 
Onde poupar



Informe-se sobre o material de estudo. Precisará mesmo de comprar todos os livros? Não serão as sebentas e os exames dos anos anteriores suficientes para conseguir boas notas nos exames? Será que não há estudantes mais velhos a venderem livros em segunda mão? Já se informou se não pode requisitá-los na biblioteca? Equacione todas estas opções antes de gastar metade do orçamento em livros, que podem não ser de 1.ª necessidade.
Compre apenas o que precisa. Como sabe, os computadores fixos são mais baratos e têm a grande vantagem de não ficarem esquecidos na cantina da faculdade ou serem roubados no Metro. Pondere se precisa mesmo de um portátil ou o quer apenas como troféu para exibir aos novos colegas.
Compre o passe. Atenção aos transportes que tem de usar para chegar à faculdade. Ao fim de uma semana de aulas já terá ideia se vai usar apenas autocarro ou também o Metro, e quantas viagens fará, em média, por semana - não se esqueça de contabilizar as viagens a casa daquela tia que se propôs oferecer-lhe o jantar todas as quintas-feiras. Com base nestas informações, veja qual o tarifário mais interessante para si.
Elimine os vícios. Cigarros ou café, qualquer deles sai bastante dispendioso. Se a sua dose diária de nicotina e cafeína obriga a um maço de cigarros e 3 bicas, gasta cerca de 175 euros por mês Basta deixar os cigarros para poupar 120 euros. Já pensou no que pode fazer com 1440 euros no final do ano?
Programe as refeições. Assim pode comprar tudo o que precisa quando for ao supermercado e até cozinhar algumas delas apenas num dia em que tenha mais tempo livre. E evita a tentação de comer "qualquer coisa" fora, com a desculpa de se ter esquecido de comprar arroz ou de já ser tarde demais para fazer o jantar.
Tome o pequeno-almoço em casa. A diferença entre tomar a primeira refeição do dia em casa ou no café da esquina pode rondar os 50 euros. Com este dinheiro pode ir ao cinema, ao teatro e a um concerto todos os meses!
Seja criativo. Ser jovem é inverter as regras, certo? Então esqueça tudo o que leu sobre culinária e decida o que cozinhar em função dos ingredientes que tem em casa - e não o contrário. Se na despensa há esparguete e atum, por que razão há de sair de casa para ir comprar bacalhau demolhado para fazer à Braz?
Aproveite os cupões de desconto. Para poupar no supermercado deve cumprir duas regras sagradas: não ir de barriga vazia e levar uma lista de compras. Segui-las é meio caminho andado para trazer apenas o que precisa. Só vale a pena abrir exceções se deparar com promoções verdadeiramente fantásticas (do tipo 50% de desconto em cartão ou pague 1 e leve 2) em produtos que realmente usa e que lhe farão falta brevemente.
Faça intervalo na TV. Talvez ainda não tenha tido tempo para perceber, mas os universitários não têm uma grande relação com a televisão. Entre as aulas, as horas de estudo, as conversas com os amigos, e as saídas à noite, não conseguirá desfrutar dos 80 canais que paga mensalmente. E se a desculpa de manter a assinatura da televisão por cabo é o telefone fixo com chamadas grátis, ou a internet, faça bem as contas. Sai mais barato os seus pais aderirem à sua rede ou passarem a usar o skype (e até podem ver se você está com bom aspeto...), e passar a usar internet móvel.
Controle a água, luz e gás. Feche a torneira quando escova os dentes e se ensaboa no banho. Utilize as máquinas da roupa e da louça apenas com cargas completas. Apague as luzes, computador e televisão quando não estão a ser usados. Se tiver aquecimento, desligue-o quando sai de casa e durante a noite. Investir num edredão bem quente é mais económico e saudável.
Guarde-se para os saldos. Começam cada vez mais cedo e são cada vez melhores, por isso não há desculpa para não esperar para comprar um casaco quente ou umas boas botas para o inverno. Em caso de força maior, procure as promoções que se vão fazendo ao longo do ano.
 
in, Expresso a 25.SET.012:

- O que será das nossas cidades sem agricultura?

A razão de que tudo e compra e nada se produz, deu o que tinha a dar.

Logo depois do 25 de Abril, largos passos trilharam caminho no sentido da qualidade de vida, e direitos dos cidadãos... grandes avanças se conquistaram a saúde, na educação, na justiça, - tudo corria bem! Até se esquecer a realidade de um pais.

Portugal sempre foi um país de agricultura "mediterrânica"; primeiro no segmento da subsistência familiar e depois no complemento salarial do agregado. Vantagens: maior equilíbrio financeiro para as famílias, mais riqueza para o país, mais diversidade e empreendedorismo. Não teríamos os campos ao abandono, e tanta gente que não os infortunados pelo desemprego direto, sem solução no mercado de trabalho.

Agricultura. Sim, agricultura. Da de comer e dá imaginação para os mais ambiciosos.

Não podemos ser um pais de serviços, em que se produz e se inova no mercado de serviços e bens tecnológicos e se esquece a nossa maior riqueza. A agricultura.

O que será das nossas cidades sem agricultura?

Um lugar agradável para viver não será certamente…