terça-feira, 3 de abril de 2007

- Perspectivas Sectorias da Região Centro

Recupero aqui um texto da responsabilidade de AUGUSTO MATEUS, que sintetisa de um modo sistemático e mutio actual (actual porque data de 2005), sobre as grandes linhas de orientação do tecido produtivo português e nomeadamente no que diz respeito ao Baixo Vouga:

- Segundo ele, "A evolução da estrutura produtiva portuguesa na última década determinou um processo de ascensão do sector terciário que se fez acompanhar de tendências de desindustrialização e de desruralização: (i) Afirmação da fileira das actividades de construção e imobiliário; (ii) Papel crescente dos serviços às empresas e de apoio às famílias; (iii) Consolidação da especialização turística; (iv) Reforço da importância dos serviços de defesa, educação e saúde; (v) Perda de peso da área das utilities e energia".

Paralelamente, "Identificam-se dois conjuntos de sub-regiões em função da diversificação sectorial, um que compreende a faixa litoral (Baixo Vouga, Pinhal Litoral e Baixo Mondego) a que se juntam o Pinhal Interior Norte e Dão Lafões e outro que inclui as restantes sub-regiões localizadas no interior: estão em causa duas regiões distintas, uma com um tecido empresarial assente numa relativa diversidade produtiva centrada na indústria e, outra, interior e rural, com alguns pequenos pólos industriais (a Cova da Beira distingue-se das restantes regiões por reunir um menor número de
actividades distintas, mas mostrando sinais de transformação do tecido produtivo que apontam no sentido da terciarização)".

Na sua especificidade, "O Baixo Vouga e o Pinhal Litoral constituem as regiões de maior dinamismo industrial, sendo de assinalar que na primeira daquelas sub-regiões se verifica uma maior diversificação sectorial, enquanto que o tecido industrial do Pinhal Litoral está mais concentrado sectorialmente, designadamente, nas indústrias do vidro, moldes e plásticos, que coexistem com outras actividades industriais de menor expressão".


A Região Centro revela um nível de industrialização superior à média nacional, embora as especializações sectoriais traduzam dinâmicas regionais distintas.

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2 comentários:

Anónimo disse...

Aveiro, integrado no Baixo Vouga, - condição da qual jamais se poderá dissociar, será sempre um factor de convergência, e como tal uma oportunidade.
Venha quem vier, com quantos argumentos tiver, que Aveiro será sempre uma oportunidade mesmo que referenciada numa qualquer analise conjuntural, e nas tradicionais alterações de percursos proprios de uma economia que procura ser sustentavel e competitiva. Competititividade Fiscal, social, politica, comercial, industrial, são factores determinantes para Aveiro (distrito), mas só o serão quando forem conjugados e não individualizados.
Enquanto tivermos os agentes locais (todos), cada um na sua especialidade, a dar cartas de modo individualizado, só estamos a favorecer Coimbra.

Miguel Pinto disse...

Não sei se podemos continuar a falar em competitividade, mas se teimas em dizer que sim, vou aguardar que seja verdade, contudo devo dizer-te e como temos discutido ultimamente, a unica coisa que vai ser competitivo seja em Aveiro, seja no plano nacional é o facto de num futuro não longinquo, a competitividade seja feita por mais horas de trabalho e menos salário.
Agradece ao Pinho a viagem que fez à China, não que a culpa seja dele, mas são tendencia às quais não vamos conseguir fazer barreiras.