quarta-feira, 16 de maio de 2007

- Cidades Criativas

Ainda recentemente um relatório da Comissão Europeia revelou a importância crescente da cultura na economia dos países europeus. Claro está que se trata de uma cultura que não se esgota nas práticas convencionais, vulgo artes, mas abarca praticamente todos os domínios, a começar pela própria indústria, a qual depende hoje mais das ideias do que das matérias-primas para garantir o seu sucesso.

Não existe, aliás, praticamente nenhum produto que não tenha origem numa ideia criativa ou pelo menos que não incorpore a criatividade no seu desenho ou apresentação. Do mesmo modo, também uma boa parte dos serviços derivam de novos comportamentos, desejos e necessidades, na sua maioria concebidos pelas próprias empresas que os fornecem. Os casos dos telemóveis ou dos bancos são disso uma evidência. Todos os meses surgem novos produtos que mais não são do que o redesenho dos anteriores. Hoje a embalagem é aliás tudo como se sabe.

A criatividade é pois a grande actividade humana deste mundo globalizado e deste tempo altamente tecnológico. Cada vez mais as ideias, a imaginação e a inovação representarão o essencial da nossa produtividade, tanto mais que também de forma crescente as máquinas nos irão substituindo nas tarefas mais penosas e repetitivas. [ler +] (do mesmo autor, Portugal Criativo)

2 comentários:

Rui Silva disse...

O "palerma", - ideias há muitas já dizia o "outro";

Mas vamso ao que interessa, o dinamismo de uma cidade está nas pessoas, e neste contexto, a capacidade de as reunir, e de as tornar parte de um conjunto, está em que dirige e destina...

Dinamismo está, em ordem crescente ligado à competitividade

Artur Salvador disse...

Sobre as cidades escrevem-se à velocidade do que se fala, coisas interessantes, - e isto é tão verdade, que dentro da cidade cabe tudo: dinamica, criatividade, e a tão falada competitividade.
Mas atenção, tão depressa se conquistam estas caracteristas como se perdem à mesma velocidade, e isto, porque existe uma apetencia rival, para as cidades competirem entre si; a salvaguarda é inovar fazendo o mesmo de maniera diferente; ou continuar a fazer bem aquilo que fazemos melhor.